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Estudo sobre as microfinanças em Cabo Verde apresentado na Semana Nacional das Microfinanças

Numa parceria entre o PNUD, a Coopração Luxemburguesa e o Centro de Politicas Estratégicas

 

Nações Unidas, Praia, 18 de Novembro de 2013 - Decorre do 18 a 22 de Novembro, na cidade da Praia, a semana nacional de microfinanças  organizado pelo Ministério da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, em parceria com a Federação das Instituições de Microfinanças(FAMF),a ADA, uma ONG luxemburguesa especialista em  microfinanças,  e a cooperação Luxemburguesa.

Neste âmbito foi apresentado o estudo sobre as microfinanças em Cabo Verde, financiado  pelo PNUD com a parceria do Centro de Políticas Estratégicas, e a Cooperação Luxemburguesa através da ADA. O estudo, que é um dos primeiros realizado no país, tem como objectivo caracterizar de maneira detalhada o sector de microfinanças em Cabo Verde, e mesurar o impacto real e potencial deste sector na economia e bem-estar da população mais pobre. 

Durante a apresentação oficial do estudo, a Coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde e representante do PNUD, Sra. Ulrika Richardson Golinski, afirmou como “O setor de microfinanças, em conjunto com outras políticas, pode contribuir a impulsionar as economias locais, criando assim oportunidades para atividades de geração de rendimento e de emprego decente, incluindo o auto–emprego, especialmente entre os jovens e as mulheres ». A Sra. Ulrika Richardson Golinski sublinhou ainda como o aumento do incentivo à micro poupança (um serviço ainda limitado em Cabo Verde) poderia ser um potencial impulsionador de liquidez no mercado de micro crédito, aumentando o seu efeito multiplicador na economia local.

O estudo traz evidências de que o sector das microfinanças tem tido um papel importante no atendimento da necessidade de crédito das populações mais pobres, tendo um impacto positivo, mesmo se ainda moderado, na redução da pobreza e criação de emprego.

Na sua intervenção a Ministra da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, Dra. Janira Hopffer Almada, sublinhou como as IMF constituíam uma alternativa  sustentável e responsável para pessoas de baixo rendimento normalmente excluídas do sector financeiro “tradicional”,  apontando a visão holística utlizado para o desenvolvimento deste sector“Primeiramente, a nível macro, garantir a criação de um ambiente favorável à emergência de um sector de micro finanças profissional e sustentável, através de uma acção e visão partilhadas por todos os intervenientes, e uma regulamentação adaptada às nossas necessidades e à nossa realidade. A nível médio pretende-se, também, com este financiamento reforçar a FAMF, mediante a concertação de todos os interessados e, a nível micro, queremos reforçar as instituições de micro finanças que adiram às boas prácticas e que tenham uma perspectiva de autosustentabilidade, facilitando, para isso, o acesso a recursos financeiros diversificados”, declarou a Ministra.

Por seu lado o representante da Cooperação Luxemburguesa em Cabo Verde, Sr. Jean- Marc Heyert destacou as prioridades do governo Luxemburguês de uma forma geral, ressaltando a  realçando a importância do sector de microfinanças, não só na luta contra pobreza, como também como motor de geração de emprego, um  instrumento inclusivo para a camada mais vulnerável da população.

De acordo com este estudo, as instituições de microfinanças (IMF) parecem oferecer um maior acesso ao crédito aos agregados chefiados por mulheres, assim como o acesso a empréstimos de microfinanças está relacionado com uma evolução positiva no rendimento e no nível de empreendedorismo dos agregados alvo do estudo.

O mesmo documento recomenda uma maior divulgação da parte das IMF das suas actividades para atingir as necessidades da população que recorre a este sector, além da necessidade de criar um departimento do credito e uma instituição, como o Banco de Cabo Verde, que supervisiona o sector .

 

 

 

 


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