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Nova entidade da ONU defenderá energicamente a igualdade de género

A primeira chefe da Entidade da ONU para a Igualdade de Género e o Empoderamento das Mulheres manifestou a esperança de que este órgão seja um "forte defensor" da igualdade de género e acelere os actuais esforços da ONU para promover a causa das mulheres e raparigas.

Criada a 2 de Julho, através da adopção de uma resolução por unanimidade na Assembleia Geral, esta nova entidade, conhecida como "ONU Mulheres", "é uma grande oportunidade para acelerar significativamente todos os esforços desenvolvidos pelo sistema da ONU para conseguir melhorar as condições das mulheres", declarou Michelle Bachelet, numa conferência de imprensa, na Sede da ONU.

A nova entidade é o resultado da fusão de vários programas e fundos: a Divisão de Promoção da Mulher, o Instituto Internacional de Investigação e de Formação para a Promoção da Mulher, o Gabinete da Assessora Especial para as Questões de Género e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.

"Precisamos agora de avançar pois, caso contrário, as prioridades da ONU, como combater o elevado nível de violência e discriminação a que as mulheres estão expostas, não terão êxito", disse.

Outra área em que irá concentrar-se é a da redução da mortalidade materna até 2015, uma das metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

A chefe da ONU Mulheres também salientou que as mulheres são quem mais oportunidades de emprego perdeu, em consequência da recessão mundial. Citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo os quais quase mais 19 milhões de mulheres ficaram desempregadas devido ao abrandamento da economia.

Para que a ONU Mulheres possa dar um contributo importante, os Estados-membros têm de aumentar os seus compromissos financeiros, sublinhou.

Dotada inicialmente de 500 milhões de dólares, ou seja, o equivalente ao dobro do orçamento dos quatro organismos que a integram, a entidade dispõe pelo menos do mínimo que é necessário anualmente, disse Michelle Bachelet, exortando os países a complementarem o seu compromisso político com o financiamento necessário.

"Estou ansiosa por fazer da ONU Mulheres o forte defensor dos direitos das mulheres e da igualdade de oportunidades para todas as mulheres e raparigas, como as mulheres e as raparigas merecem".

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 22/09/2010)

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