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Prevenção das drogas e crimes - o papel dos jornalistas

Nações Unidas, Praia, Junho 2011 – O Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime e a Comissão de Coordenação de Combate à Droga organizaram de 23 a 25, na Praia, um seminário sobre a prevenção das drogas e crime, destinado aos profissionais das Comunicação social, e enquadrado no âmbito da execução do Programa Único das Nações Unidas com Cabo Verde.

Para alem dos aspectos técnicos abordados no encontro, que reuniu cerca de 20 jornalistas representantes de todas as ilhas, um dos resultados do seminário foi a criação de uma Rede de Jornalistas e Comunicadores Sociais em Matéria de Prevenção das Droga e Crime com o objectivo de sensibilizar a população contra o uso da droga e criminalidade conexa, promover a capacitação dos jornalistas na matéria, entre outros. A referida rede, que tem como presidente a Jornalista Maria de Jesus Lobo , irá funcionar com o apoio da CCCD e do Escritório das Nações Unidas Contra Droga e Crime (UNODC).

No acto de encerramento do seminário, o Coordenador Residente a.i. das Nações Unidas em Cabo Verde , Frans Van de Ven, reconheceu a importância da iniciativa, particularmente porque ela vai de encontro à promoção da saúde e redução de risco nas comunidades. Para aquele responsável da Nações Unidas, os jornalistas e comunicadores sociais devem ser aliados primordiais na informação para cidadania e para o desenvolvimento.

Durante a sua intervenção, Frans Van de Ven, avoaçou que, para fazer face a ameaça criada pelo trafico ilícito, foi criada recentemente uma equipa para elaborar para o Sistema das Nações Unidas, uma estratégia de coordenação e reforço das nossas respostas às drogas e ao crime organizado, através da sua integração em todas as actividades das Nações Unidas de manutenção e consolidação da paz, desenvolvimento, segurança, e desarmamento. Desta forma, o Sistema das Nações Unidas pode integrar a luta contra o tráfico de drogas e outras formas de crime organizado, na agenda para a segurança e desenvolvimento global.

Por seu lado o Ministro da Justiça, Jose Carlos Correia, considerou que globalização da economia mundial trouxe consigo muitos fenómenos que correspondem a significativos passos civilizacionais, mas também a rápida expansão e partilha de situações que flagelam indivíduos, famílias, comunidades e até Estados.

Para Jose Carlos Correia, a lei fundamental Caboverdiana proíbe a limitação do exercício das liberdades de expressão e informação por qualquer tipo ou forma de censura, mas determina que elas têm limites. Efectivamente são limites do exercício das liberdade de expressão e comunicação o direito à honra e consideração das pessoas, o direito ao bom-nome, à imagem e à intimidade da vida pessoal e familiar. Por isso, acrescenta, que os jornalistas são os profissionais mais imediatos da expressão e da informação, e devem se comprometer no seu dia-a-dia na tarefa de proteger as crianças e os jovens, assim como acautelar-se em não fazer difusão de apelos à prática de violência, da pedofilia, do racismo, da xenofobia e de formas de discriminação.

Para finalizar, o Ministro da Justiça considerou que os jornalistas podem e devem mostrar que as drogas não enriquecem nenhum país; que não é legítimo e nem digno o acumular de bens materiais provenientes de tráfico de drogas e quaisquer outros crimes; que o consumo de drogas causa sofrimento e dor às pessoas e às famílias e que é doloroso e dispendioso livrar-se do vícios do consumo das drogas; que existem formas e lugares para se libertar do vício de consumo de drogas e que existem pessoas dispostas a ajudar nesse processo.

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