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Países emergentes devem encontrar caminhos para financiamento climático, diz PNUD

Nova Iorque, 2 de Junho de 2011—O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou hoje um guia sobre a "Catalisação de Financiamento Climático" (Catalysing Climate Finance), que oferece conselhos aos responsáveis pela tomada de decisões nos países emergentes sobre como participar do crescente mercado de financiamento climático.

O guia baseia-se na experiência do PNUD na gestão de mil projectos climáticos multimilionários em 140 países nas últimas duas década. O manual contém orientações passo a passo para a identificação e implementação da melhor combinação possível de políticas públicas e instrumentos de financiamento para angariar as oportunidades de financiamento climático.

O relatório está a ser divulgado num momento crítico, em que novas fontes de financiamento público, tais como o "Fundo Climático Verde", estão a ser estabelecidas ou a tornarem-se disponíveis.

"Com a ausência de uma formação eficaz e de serviços de consultoria adequados, há um risco considerável de que apenas algumas economias emergentes beneficiem desses desenvolvimentos tão positivos", declara Rebeca Grynspan, Administradora Associada da PNUD. "Estima-se que cerca de 90 por cento dos investimentos em energia limpa acabam nas mãos dos países do G20 e somente os outros 10 por cento vão para o resto do mundo".

Entre 2009 e 2010, os investimentos internacionais do sector de energia limpa cresceram 30 por cento, alcançando um recorde de 243 biliões de dólares. Apenas cerca de um décimo dos investimentos foram para economias em desenvolvimento, que certamente poderiam beneficiar de um crescimento mais limpo e menos intenso em termos de emissões de carbono.

A maioria dos governos não possui o conhecimento e a capacidade necessários para entrar no complexo e altamente técnico mercado do financiamento climático, onde mais de 6.000 fundos de dividendos e pontuações de fundos públicos internacionais e mercados de carbono se encontram abertos.

"A presença global, a competência em capacitação e a vasta experiência no financiamento de desenvolvimento da PNUD permitem que nós ajudemos os países nesse processo por meio do apoio ao desenvolvimento de capacidades para atrair e impulsionar investimentos na direcção de um desenvolvimento humano sustentável", explica Rebeca Grynspan.

Os governos dos países em desenvolvimento enfrentam três grandes desafios na hora de planear um futuro verde, com baixas emissões e resistente ao clima: ganhar acesso a fontes novas e inovadoras de financiamento climático, estabelecer ligações entre as estratégias referentes às mudanças climáticas e os objectivos do desenvolvimento nacional e identificar como usar os limitados recursos do financiamento público para atrair o capital privado.

"Sem dúvida, o financiamento público é um elemento chave nessa equação, mas sozinho é insuficiente para transformar economias", diz Rebeca Grynspan. "O financiamento público deve exercer um papel fundamental na criação de um ambiente que leve à catalisação de investimentos de grande porte".

Poderá fazer o download do guia (disponível em inglês):
http://content.undp.org/go/cms-service/download/publication/?version=live&id=3267712

Para obter mais informações, contacte:
Stanislav Saling, Tel.: +1 212 906 5296; stanislav.saling@undp.org

O PNUD é a rede de desenvolvimento global da ONU, que defende a mudança e faz chegar aos países os conhecimentos, experiência e recursos necessários para ajudar os povos a construir uma vida melhor. Operamos no terreno em 166 países, trabalhando com eles nas suas próprias soluções para os desafios globais e nacionais em matéria de desenvolvimento. À medida que tais países vão desenvolvendo capacidade local, recorrem ao pessoal do PNUD e ao nosso vasto número de parceiros.

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