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O II Fórum Nacional das Cidades, decorreu na Cidade da Praia sob o lema "Alterações Climáticas, Riscos Naturais e Ocupação de Solo"

Nações Unidas, Praia, 20 Out (Inforpress) – O II Fórum Nacional das Cidades, decorreu na Cidade da Praia sob o lema "Alterações Climáticas, Riscos Naturais e Ocupação de Solo"

Na abertura do encontro, a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas, Senhora Petra Lantz considerou que "nesta era urbana, as cidades, que concentram mais de metade da população mundial, são os mais importantes contribuintes das alterações climáticas devido as emissões de gases de estufa pela queima de combustíveis fósseis da produção industrial, dos transportes, da eliminação inadequada de resíduos sólidos e dos níveis insustentáveis de consumo. Ao mesmo tempo, as cidades são as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, sobretudo num quadro em que estas crescem de forma desordenada, sem planeamento de infra-estruturas adequadas, ficando vulneráveis aos riscos, e sem capacidade adaptativa. São sempre os pobres que enfrentam os piores efeitos da mudança climática, mesmo se são eles os que menos contribuem para tal".

Por isso sublinhou que é fundamental se desenvolver um novo paradigma de desenvolvimento, uma abordagem mais racional, responsável e sustentável e que as estratégias têm que ser inovadoras e mais amigas do ambiente.

Por seu lado a Ministra do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, a localização subsariana e as características morfológicas e geológicas de Cabo Verde criam situações de riscos permanentes e as cidades cabo-verdianas, aonde cerca de 62 por cento da população se concentra, apresentam, de forma natural, vulnerabilidades excessivas face aos fenómenos climáticos extremos, agravadas por acções humanas que dificultam as capacidades de reacção e de resposta.

Considerando o desenvolvimento, as demandas, as concentrações das pessoas em determinadas áreas, particularmente nas costeiras, a ministra sustenta que deve-se apostar nas informação e sensibilização das populações, visando capacita-las com conhecimentos praticas de forma a que possam conhecer dos para os riscos de ocupação em áreas inadequadas. Para alem disso Sara Lopes sublinha que devem-se desenvolver linhas de investigação na matéria de alterações climáticas e riscos urbanos, bem como no alinhamento de todas as estruturas da administração central com as preocupações ambientais.

Apesar de reconhecer alguns avanços no domínio da gestão das cidades, Sara Lopes considera que ainda desafios importantes a vencer nomeadamente no sector dos transportes urbanos e interurbanos, marítimos e aéreos, pelo que se deve apostar decididamente na mobilidade das pessoas e bens.

Durante o fórum, que resulta de uma parceria entre o Ministério do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território e da ONU Habitat, no quadro do Programa Único, foram A apresentados o Estatuto das Cidades e o Programa Nacional de Desenvolvimento Urbano e Capacitação das Cidades. Igualmente foi dada a posse aos membros do Conselho Nacional das Cidades também constam do programa do Fórum.

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