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1 de Dezembro Dia Internacional de Luta Contra o VIH-SIDA

Nações Unidas garantem continuidade do apoio ao país na luta contra o VIH-SIDA e atingir a meta dos 3 ZEROS

 

 

Nações Unidas, Nova York, 2 de Dezembro de 2012 -   As Nações Unidas irão continuar a apoiar o país nas respostas e nas acções de luta contra o VIH-SIDA, rumo a zero casos, zero discriminação e zero mortes por SIDA, garantiu Narjess Saidane, Represente Adjunta do UNDP, UNFPA e UNICEF, que falava em Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha), no acto central para assinalar o dia 1 Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Sida e que este ano decorreu sob o lema “Juntos rumo a zero: zero novas infecções, zero discriminação, zero mortes por SIDA”.


Durante o encontro, que reuniu técnicos da saúde, representantes de instituições publicas, privadas e da sociedade civil, estudantes do ensino secundário e parceiros internacionais, foi apresentado o inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) aos indicadores de prevenção do VIH-SIDA em Cabo Verde.
Os resultados do referido inquérito demonstram os cabo-verdianos praticam cada vez mais sexo de alto risco. Os dados revelam que tanto nas mulheres como nos homens adultos e jovens com idade compreendida entre os 15 e 24 anos, a taxa situa-se em 79,8 por cento (%) nas mulheres e 84,2% nos homens.

Por outro lado, o inquérito refere que os jovens têm níveis de conhecimento suficiente no que respeita à prevenção da transmissão do VIH, à transmissão vertical e sobre a função do preservativo.

Entre as pessoas de 15 aos 49 anos, o estudo realça ainda que, apesar do aumento da informação sobre a existência do teste do VIH, bem como do conhecimento elevado do lugar para o fazer, mais da metade dos inquiridos disseram nunca o ter feito.
De acordo com o apresentador  do resultados do inquérito, René Charles, técnico do INE “A percentagem dos que nunca tiveram uma relação sexual entre os 15-19 anos é, nas meninas, de 49,8% e, nos rapazes, de 48,6% (em 2009 era de 55% e 40,3%, respectivamente)". Na faixa etária 25-49 anos, acrescentou, "também não houve mudanças significativas, mas a idade mediana para a primeira relação sexual para as mulheres passou de 17,0 para 17,1 anos e, para os homens, passou de 16,2 para 16,5 anos”.
Durante o seu discurso para assinalar a efeméride, a Ministra-adjunta e da Saúde, Dra. Cristina Fontes Lima, referiu que para que o país consiga alcançar a meta dos 3 "Zeros" é necessário uma maior colaboração e coordenação entre os diferentes parceiros que implementam acções no âmbito da luta contra  o HIV-SIDA.
Ainda, segundo Cristina Fontes Lima, este objectivo terá que contar com a participação activa dos jovens e para isso é necessário reforçar e continuar a informar os jovens no sentido de apostarem na prevenção evitando comportamentos de risco.


Por seu lado, Narjess Saidane, citando  o Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon  ressaltou que "Depois de décadas de intervenções podemos dizer que esta luta contra o VIH/SIDA já conseguiu obter resultados encorajadores ao nível mundial" e que progressos reais têm sido registados nos dois últimos anos na prevenção e no tratamento do VIH/SIDA. O número de pessoas com acesso a um tratamento que pode salvar a vida aumentou em 60% e o número de novas infecções foi reduzida em 50% em 25 países em que 13 destes situam-se na Africa sub-sahariana. Metade da diminuição mundial das novas infecções ao VIH/SIDA foram registados nos recém-nascidos ao mesmo tempo que exortou aos Estados membros a redobrar os esforços para eliminar a transmissão do VIH da mãe para o filho e garantir que todas as mães seropositivas possam sobreviver.

A mensagem do Secretário-Geral da ONU, frisa igualmente que é necessário maiores esforços para eliminar o estigma e a discriminação que aumentam o risco em populações vulneráveis. Há que garantir a todos o acesso á informação, o acesso à despistagem e tratamento, para que cada homem, mulher e criança possa exercer o seu direito fundamental à saúde e aos serviços essenciais que contribuem para debelar esta epidemia devastadora.

Antes de concluir, Narjess Saidane frisou a necessidade do país continuar a integrar o VIH-SIDA em todas as acções públicas e/ou privadas, colocando particularmente ênfase nos trabalhos a serem desenvolvidos com os adolescentes e jovens e advogando  por um melhor conhecimento dos dados e  fenómenos, de forma a permitir uma acção consistente que melhore a qualidade de vida da população.

A cerimonia contou ainda com a presença da Primeira dama da Cabo Verde, Dr. Ligia Fonseca, do Presidente da Cãmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, do Coordenador da Comissao Nacional de Combate à Sida, do Presidente da Associação de Pessoas que vivem com o VHI-SIDA, entre outros .


 

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